O Rito

Com mais de duzentos anos de existência, o Rito Schröder foi aprovado pela Maçonaria Alemã em 1801, após reunião da Assembleia dos Veneráveis Mestres da Grande Loja de Hamburgo. A essência do rito deve-se ao aperfeiçoamento da moral e à simplicidade. Da moral, pois sendo um maçom “livre e de bons costumes” deve zelar pela mesma em suas atividades da vida profana; da simplicidade, uma crítica feita pelo criador do rito, Friedrich Ulrich Ludwig SCHRÖDER, em alusão aos rituais exagerados da época.

Nascido em 2 de Novembro de 1744, o Irmão Schröder foi ator e proprietário de um teatro em Hamburgo. Introduziu as peças de William Shakespeare na dramaturgia alemã, sendo iniciado em 1774 na Loja Emanuel Zur Mainblumen. Estudioso dos antigos rituais maçônicos antes mesmo de ser ingressar para a ordem, Schröder gozava de alto prestígio na comunidade. Com a crise da maçonaria local em 1790, Schröder propôs a criação de um novo rito, baseado no antigo ritual inglês (daí a semelhança deste rito com o de York).

A introdução do rito no Brasil ocorreu em 1855, com a Loja “Amizade Alemã”, de Joinville. Mediante aos acontecimentos da Primeira Guerra Mundial, em 1917, a loja ficou proibida de trabalhar no rito, pois este era praticado em língua alemã, país adversário brasileiro naquela disputa. Até então, cerca de 50 lojas já exerciam atividades sob o Rito Schröder. Com a suspensão da loja em 1937, o rito ficou adormecido, retornando apenas em 1956 – já com rituais impressos em português.

Caracterizando a maçonaria como união de homens bons, voltada para a prática do humanismo, o entendimento dado à mesma por este rito refere-se à simbologia dos três graus iniciais – e não ao esoterismo. Assim, o Rito Schröder labuta exclusivamente nos três graus simbólicos: Aprendiz, Companheiro e Mestre. Além disso, todos os irmãos usam cartola e luvas brancas durante as sessões. As sessões são encerradas sempre por uma cadeia de união, conforme o ritual apropriado.

Na administração da loja, os cargos de VM, vigilantes e tesoureiro são eletivos, sendo o orador escolhido pelo VM para as questões que este considerar importante. O próprio VM é o guarda da lei. Secretário, diáconos, mestre de harmonia, guardas e preparador são os demais cargos em loja, sendo o 1° diácono também mestre de cerimônias.

Após a abertura dos trabalhos, estende-se um tapete no centro do templo (que é também o painel do respectivo grau), com os lados representando os quatro pontos cardeais. Há três portas no mesmo, simbolizando o VM e os vigilantes, além de alguns símbolos alusivos à maçonaria. Ainda existem três colunas, com três grandes velas cada, sendo: A Coluna da Sabedoria fica na posição Nordeste, a da Força na posição Noroeste e a da Beleza no meio da orla sul do Tapete. O andar no interior do templo deve ser esquadrejado.

O templo é ornamentado com as colunas J (esquerda) e B (direita), fora do mesmo. A construção é feita sob um único nível, sem degraus do Ocidente para o Oriente. As paredes e o teto podem ser pintados da cor azul, com simplicidade. Acima do VM, no oriente, deve-se instalar um triângulo com a letra “G” ao centro ou um esquadro/compasso, dispondo da mesma letra. As mesas são retangulares. Os aprendizes (norte) e companheiros (sul) sentam-se na primeira fileira.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s