Alvião: martelo de corte

5933A maçonaria é uma associação iniciática e filosófica, cujos membros praticam os princípios da liberdade, democracia, igualdade, fraternidade e aperfeiçoamento intelectual, não importando a religião do indivíduo (Por isso se usa o, ‘Grande Arquiteto do Universo’ ou ‘G.A.D.U.’). O que se cobra do participante é a prática de valores progressistas e humanistas. A maçonaria é composta por Graus Simbólicos e Filosóficos, variando o seu nome e o âmbito de Rito para Rito. O Rito Maçônico é o conjunto de regras e preceitos com os quais se praticam as cerimônias, cujos membros se comunicam com sinais, toques, palavras e instruções “secretas”.

Sendo assim, os aprendizes passaram por todos os graus, e vão evoluindo de grau de acordo, com a aquisição e elaboração de seus novos conhecimentos. Portanto, é fundamental o seu estudo e dedicação, principalmente em aprender e conhecer cada um de seus símbolos. E dentre esses símbolos o martelo maçônico tem um papel importante para o aprendiz.

O martelo maçônico, conforme Mackey é uma das ferramentas de trabalho de um Aprendiz, usado pelo maçom operativo para cortar os cantos da pedra bruta, transformando-a em cúbica, formato esse útil para a construção. Como se pode observar, o martelo é utilizado para cortar a pedra, sem o auxílio de qualquer outro instrumento, tendo por esse motivo uma cabeça retangular com um lado plano e outro fino, estreito. Esse é o verdadeiro martelo maçônico, que pode ser chamado de martelo de corte (ISMAIL, 2012).

O maço e o cinzel não são usados para trabalhar a pedra bruta e não são originalmente ferramentas de um Aprendiz Maçom, visto que, na realidade, são ferramentas utilizadas para trabalhos de acabamento, para os quais um Aprendiz não está habilitado. Por esse motivo, nos ritos mais antigos, são instrumentos de um Companheiro Maçom. O maço tem ainda a função de alinhar as pedras cúbicas quando se levanta uma parede ou muro, além de uma pequena, rápida e triste participação no grau de Mestre Maçom.

Várias Lojas mais tradicionais em diferentes países se recusam a utilizar os malhetes atuais, aqueles comumente utilizados por juízes e leiloeiros e que se tornaram populares na Maçonaria, declarando que os malhetes nada têm com a história e simbologia maçônica, sendo, portanto, inadequados para o uso em Loja. Em vez desses, essas Lojas utilizam versões simbólicas do martelo maçônico tradicional, o martelo de corte.

Ainda há a figura do Martelo Pontiagudo (Escoda, Alvião, Camartelo) é um pequeno martelo em madeira, emblema da vontade ativa, do trabalho e da força material, instrumento de direção, poder e autoridade utilizado por isso pelo Venerável Mestre e pelos dois Vigilantes em Loja. É colocado à direita do Segundo Vigilante, representando o seu ajudante na execução da Obra, o Preparador, responsável pelos primeiros ensinamentos ao candidato, que ainda não virou aprendiz, em seu estado mais bruto da natureza. Os irmãos entram e se retiram da Oficina pela porta do Ocidente, local onde o Sol se põe ao terminar o dia de trabalho e onde, simbolicamente, estão os que ainda não alcançaram o conhecimento maçônico pleno. Ai fica o Primeiro Vigilante, responsável pela recepção dos irmãos e pelo fechamento da Loja a Meia-Noite, quando o céu se apresenta nublado (escuro), e à sua direita, o Segundo Diácono, responsável pela verificação da cobertura da Loja, representado pela Trolha ou Colher de Pedreiro.

Portanto o martelo ensina a importância do autocontrole e autodisciplina. É o espírito atuando sobre a matéria com sabedoria. É com certeza, uma das ferramentas de trabalho dos Aprendizes no desbaste da Pedra Bruta, na qual o seu símbolo ajuda a eliminar de seu caráter os vícios e preconceitos.

O alvião ( O Martelo ) com duas extremidades, uma das quais pontiagudas, Serve para desbastar todas as arestas da imperfeição e este trabalho é dos mais árduos, o deve ser orientado. para que o Esq:. Da verdade possa ser colocado fácil e justamente. Pautado em todos os seus atos e decisões da mais absoluta retidão em se tratando de seus semelhantes.

Autor: Ir.’. Orlando dos Santos – CM

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